A Guiné-Bissau

 

Perfil da Guiné-Bissau

República da Guiné-Bissau, é um país da África Ocidental que faz fronteira com o Senegal a norte, Guiné a sul e a leste e com o Oceano Atlântico a oeste. O território guineense tem uma área de 36125 quilómetros quadrados e uma população estimada em 1 milhão e 600 mil pessoas.

O país estende-se por uma área de baixa altitude. O seu ponto mais elevado está 300 metros acima do nível do mar. O interior é formado por savanas e o litoral por uma planície pantanosa. O período chuvoso alterna com um período de seca, com ventos quentes vindos do deserto do Sahara. O arquipélago dos Bijagós situa-se a pouca distância da costa.

Situada aproximadamente a meia distância entre o Equador e o Trópico de Câncer, a Guiné-Bissau tem clima tropical, caracteristicamente quente e húmido. Há duas estações distintas: a estação das chuvas e a estação seca. O território insular, composto por mais de 80 ilhas, exibe algumas das melhores praias da África Ocidental.

A estação das chuvas estende-se de meados de maio até meados de novembro, com maior pluviosidade em julho e agosto. A estação seca corresponde aos restantes meses do ano. Os meses de dezembro e janeiro são os mais frescos. No entanto, as temperaturas são muito elevadas durante todo o ano.

 

A História

A arqueologia não tem explicado suficientemente a pré-história da Guiné-Bissau. Em 1000 AC, havia caçadores-coletores na área, centenas de milhares de anos depois de terem atravessado o resto de África. Isto foi logo seguido, no registo arqueológico por agricultores, utilizando ferramentas de ferro.

A Guiné-Bissau já fez parte do reino de Gabu, parte do Império do Mali no século XVI. Partes deste reino persistiram até ao século XVIII. Outras áreas do território que compõe actualmente o país eram consideradas pelos portugueses como parte do seu império.

A Guiné-Bissau era conhecida como a Costa dos Escravos, por ser uma área importante para a exportação de escravos africanos, pelos europeus, destinados ao hemisfério ocidental.

Os primeiros relatos de europeus que chegaram a esta área incluem os da viagem do veneziano Alvise Cadamosto em 1455, a viagem em 1479-1480 do comerciante flamengo-francês Eustache de la Fosse e Diogo Cão. Nos anos 1480, este explorador português chegou ao rio Congo e às terras de Bakongo, estabelecendo as fundações da Angola moderna, cerca de 4200 km da costa africana a partir da Guiné-Bissau.

Embora os rios e a costa desta zona estivessem entre os primeiros lugares colonizados pelos portugueses, que criaram postos de comércio no século XVI, não exploraram o interior até ao século XIX. Os governantes africanos locais na Guiné, alguns dos quais prosperaram muito com o comércio de escravos, controlaram o comércio interior e não permitiram a entrada dos europeus naquela área. As comunidades africanas que lutavam contra os comerciantes de escravos também desconfiavam dos aventureiros europeus e dos futuros colonos. Os portugueses na Guiné estavam em grande parte restritos aos portos de Bissau e Cacheu. Um pequeno número de colonos europeus estabeleceu quintas isoladas ao longo dos rios interiores de Bissau.

​Durante um breve período na década de 1790, os britânicos tentaram estabelecer uma base rival na ilha de Bolama. Porém, no século XIX os portugueses estavam suficientemente seguros em Bissau para considerarem também a costa vizinha como seu território, o mesmo acontecendo a norte numa zona actualmente pertença do Senegal.

​Uma rebelião armada, iniciada em 1956, pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) sob a liderança de Amílcar Cabral consolidou gradualmente o seu domínio sobre a então Guiné portuguesa.  Ao contrário dos movimentos de guerrilha noutras colónias portuguesas, o PAIGC rapidamente alargou o seu controlo militar sobre grandes porções do território, auxiliado pelo terreno semelhante à selva, pela sua fácil aproximação à fronteira com os aliados vizinhos, e por grandes quantidades de armas provenientes de Cuba, China, União Soviética, e países africanos de esquerda. Cuba também concordou em fornecer especialistas em artilharia, médicos e técnicos. O PAIGC conseguiu mesmo adquirir uma capacidade antiaérea significativa para se defender contra ataques aéreos. Em 1973, o PAIGC controlava muitas partes da Guiné, embora o movimento tenha sofrido um revés em Janeiro de 1973, quando Cabral foi assassinado.

A independência foi declarada unilateralmente em 24 de Setembro de 1973, que é agora celebrado como o Dia da Independência do país, um feriado público. O reconhecimento tornou-se universal após 25 de Abril de 1974, o golpe militar de inspiração socialista em Portugal, que derrubou o Estado Novo de Lisboa. Nicolae Ceaușescu da Romania, foi o primeiro a reconhecer formalmente a Guiné-Bissau e o primeiro a assinar acordos com o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde.

 

Símbolos Nacionais

BANDEIRA NACIONAL

A bandeira da Guiné-Bissau foi adoptada em 1973, aquando da proclamação da independência.

 

A Estrela Preta da bandeira é um símbolo de unidade Africana, amarelo representa o sol, o verde é esperança, e vermelho representa o sangue derramado durante a longa luta pela independência.

AS ARMAS DA REPÚBLICA

Foi adoptado pouco depois de o país ter ficado independente de Portugal em 1973. Proeminente está uma estrela negra, parte do tradicional simbolismo Pan-Africano e frequentemente referenciada como a estrela Negra de África.

 

Uma concha no fundo, une dois ramos de oliveira simétricos. A concha é simbólica da localização do país na costa Oeste de África.

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As Armas da República

O HINO NACIONAL

Esta É a Nossa Pátria Bem Amada

 

Letra

Primeira Estrofe:

 

Sol, suor, o verde e o mar,

séculos de dor e esperança;

Esta é a terra dos nossos avós!

Fruto das nossas mãos,

da flor do nosso sangue:

esta é a nossa pátria amada.

Coro:

Viva a pátria gloriosa!

Floriu nos céus a bandeira da luta.

Avante, contra o jugo estrangeiro!

Nós vamos construir

Na pátria imortal

A paz e o progresso!

Nós vamos construir

Na pátria imortal

A paz e o progresso! paz e o progresso!


 

Segunda Estrofe:

 

Ramos do mesmo tronco,

olhos na mesma luz:

Esta é a força da nossa união!

Cantem o mar e a terra,

a madrugada e o sol,

que a nossa luta fecundou.

Hino Nacional da Guiné-Bissau.
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